Terça-feira, Janeiro 09, 2007
Nunca é uma palavra que não existe.
Saudade é um barco sempre pronto a nos trazer de volta.
Talvez eu volte, talvez venha apenas visitar as lembranças...
A casa está fechada, mas não esquecida.
Para sempre na memória, indelével como cheiro de chuva, raio de sol na varanda,
um sorriso, um olhar...
Gavetas fechadas.
Papéis esquecidos.
Palavras adormecidas.
Silêncio leve como a brisa em tarde quente de verão.
Nunca é uma palavra que não existe.
Aos meus amigos, toda alegria do mundo e a certeza de que não os esquecerei.
Stormy.

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9.1.07
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Quarta-feira, Maio 03, 2006
Me acorde quando a tempestade voltar.
Quando a noite traz a luz de mim mesma.
Aquela que sou por dentro e que nunca nasce.
A criança escondida que foi adulta antes da hora,
Que quis entender rápido demais
E aprendeu mais dos outros do que de si mesma.
Me acorde quando o mundo for aquele que imaginei.
Onde a solidão é companheira da paz,
Onde as palavras consolam e a brisa acalenta.
Bastaria tão pouco.
Preciso da tempestade para me sentir viva.
Não importa mais se estou sozinha,
Só bastaria ter que carregar somente a mim.
Se ainda sonho com uma voz que me diria :
"Tudo vai ficar bem".
É só porque faz bem inventar histórias.
"Vai dar tudo certo"
Digo pra mim mesma
E me abraço.
A tempestade vem, o dia nasce, e sigo em frente.
Se a tempestade é minha casa,
O sol me expulsa para a vida.
E sigo sem saber ao certo
Com qual dos dois sou realmente viva.
Stormy
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3.5.06
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Terça-feira, Setembro 06, 2005
Alguns diálogos de filmes que me vieram hoje:
Gabor et Adele - "La Fille Sur Le Pont"
"Peut-être qu'on a rêvé tous les deux et que c'était pas si mal."
"Trust me, I'll make you somebody who laughs and takes life with ease."
"Moonstruck - O Feitiço da Lua"
"Eu te amo, Loretta. Não como falam que é o amor. E eu também não sabia disso. Porque o amor não facilita as coisas. Ele arruína tudo, parte seu coração, bagunça tudo. E não precisamos ser perfeitos, não estamos aqui pra sermos perfeitos. Os flocos de neve são perfeitos, as estrelas são perfeitas , mas nós não. Estamos aqui para nos arruinar, para partir nossos corações, para amar as pessoas erradas e morrer."
Queridos Amigos,
Ha momentos assim... Em que o tempo é apenas um instante, um olhar.
Em que os caminhos unem ou separam.
Mas a separação também pode ser apenas um instante que a saudade preenche.
Esta é a minha "gaveta", de onde meus textos saíram e as folhas ganharam vida e flutuaram como borboletas.
Este é meu lugar secreto, onde encontrei amigos queridos e partilhei com eles tantos sentimentos e palavras.
Isto não é uma separação definitiva porque ha laços que transcendem a presença, a ausência ou a distância.
Ainda não sei quando poderei voltar a blogar, a escrever como Stormy.
Deixo meu email no canto da página para quem quiser ter notícias.
Um grande beijo,
Muitas saudades...
Até um dia em que as tempestades me trarão de volta.
P.S. Deixo a indicação de um blog de um grande amigo fotógrafo: Gabriel de Paiva
posted by Stormy
6.9.05
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Sábado, Junho 25, 2005
Gostaria de deixar o meu agradecimento ao Bloggerman por ter selecionado meu modesto blog no Blogs Of Notes.
Bem verdade que fiquei até assustada com a quantidade de visitas e, confesso, mesmo intimidada! Acostumada como estou à visita de meus 7 ou 8 leitores e amigos habituais...
Creio que agora tudo deve voltar ao normal.
Espero poder agradecer individualmente a todos aqueles que passaram por aqui e deixaram palavras carinhosas, mas meu tempo anda muito escasso. Talvez leve algum tempo.
Aos amigos de sempre... Bom vocês já estão acostumados com a minha falta de assiduidade e sabem que não é falta de carinho ou atenção!
Escrevendo muito, mas sem tempo de escrever como Stormy, deixo um texto que recebi por email.
Mais um herói anônimo:
A morte de um grande homem anônimo
Por motivos diversos, muitos dos grandes homens da história da humanidade passam pela vida sem qualquer reconhecimento.
Quantos de vocês sabiam da existência de um Hamilton Naki?
O cirurgião clandestino
Hamilton Naki, um sul-africano negro de 78 anos, morreu no final de maio/2005. A notícia rendeu poucas manchetes, mas a história dele é uma das mais extraordinárias do século 20. "The Economist" contou-a em seu obituário desta semana.
Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou do corpo da doadora o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky em dezembro de 1967, na cidade do Cabo, na África do Sul, na primeira operação de transplante cardíaco humano, bem-sucedida.
É um trabalho delicadíssimo. O coração doado tem de ser retirado e preservado com o máximo cuidado. Naki era talvez o segundo homem mais importante na equipe que fez o primeiro transplante cardíaco da história.
Mas não podia aparecer porque era negro no país do apartheid.
O cirurgião-chefe do grupo, o branco Christiaan Barnard, tornou-se uma celebridade instantânea. Mas Hamilton Naki não podia nem sair nas fotografias da equipe.
Quando apareceu numa, por descuido, o hospital informou que era um faxineiro. Naki usava jaleco e máscara, mas jamais estudara medicina ou cirurgia.
Tinha largado a escola aos 14 anos. Era jardineiro na Escola de Medicina da Cidade do Cabo. Mas aprendia depressa e era curioso. Tornou-se o faz-tudo na clínica cirúrgica da escola, onde os médicos brancos treinavam as técnicas de transplante em cães e porcos.
Começou limpando os chiqueiros. Aprendeu cirurgia assistindo experiências com animais. Tornou-se um cirurgião excepcional, a tal ponto que Barnard requisitou-o para sua equipe.
Era uma quebra das leis sul-africanas. Naki, negro, não podia operar pacientes nem tocar no sangue de brancos. Mas o hospital abriu uma exceção para ele.
Virou um cirurgião, mas clandestino. Era o melhor, dava aulas aos estudantes brancos, mas ganhava salário de técnico de laboratório, o máximo que o hospital podia pagar a um negro. Vivia num barraco sem luz elétrica nem água corrente, num gueto da periferia.
Hamilton Naki ensinou cirurgia durante 40 anos e aposentou-se com uma pensão de jardineiro, de 275 dólares por mês. Depois que o apartheid acabou, ganhou uma condecoração e um diploma de médico honoris causa. Nunca reclamou das injustiças que sofreu a vida toda.
posted by Stormy
25.6.05
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Terça-feira, Maio 31, 2005
Copiando uma corrente que vi no Blog do Milton Ribeiro:
1. Qual o último filme que viste no cinema?
Ai... Foi "Mais Uma Vez Amor"... Eu tinha convites...
2. Qual a tua sessão preferida?
Qualquer uma. Mas, aquela roubada, no meio da tarde, sozinha, tem um gostinho especial e egoísta!
3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
O Mágico de Oz - tinha 3 ou 4 anos e foi a primeira vez que fui ao cinema. Até hoje me lembro da tela com a "enorme" cara da bruxa! Isto me faz pensar... Nunca revi este filme desde então....
4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
Moulin Rouge!
5. E já agora, qual a personagem de filme que terias gostado de conhecer um dia?
"My name is Bond, James Bond"...
Intérpretes preferidos: Sean Connery e Pierce Brosmann.
6. E que ator(actriz), realizador(a), argumentista ou produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
Daniel Auteuil (ator francês), Charles Kaufman (roteirista de "Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças"), Steven Spielberg...
Daniel Auteuil em "La Fille sur Le Pont"
7. A quem vou passar isto?
A todos vocês que quiserem participar!
posted by Stormy
31.5.05
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